quinta-feira, 19 de junho de 2014

Medidas Preventivas

A prevenção de incêndio de causa humana, que pode ser alcançada através da educação da população, da regulamentação do uso da floresta e da aplicação da legislação pertinente, ainda apresenta um grande potencial para aperfeiçoamento. Várias medidas podem ser adotadas, no sentido de prevenir os incêndios, dentre elas:
  • Conhecimento sobre umidade do ar, e se precaver nos períodos de temperaturas altas, aumentar a vigilância, iniciar as prevenções e estar preparado para combate.
  • Nas áreas de maior circulação, o risco sempre é maior, manter sempre limpas, evitando a presença de combustíveis.
  • Quando for necessário a queima, ter sua autorização da autoridade competente, e cumprir todas as regras da autorização.
  • Exija periódicas revisões nas instalações elétricas, externas e internas, evitando curtos circuitos e lançamentos de chispas.
  • Se área de turismo, colocar cartazes lembrando do perigo de fogueiras mal ou não apagadas, cigarros etc.
  • Manter sempre em lugar seguro e longe das residências, lenha, combustíveis, óleos, gás etc.
  • Cuidados com usos de velas ou candeeiros, certifique-se de ter apagado antes de dormir. Evite deixar nos quartos de crianças.
  • Não salte balões em festas juninas, ou mesmo brinque com pólvora. A beleza pode se transformar em desgraça. Saiba utilizar nas áreas corretas.
  • Estabeleça com seus vizinhos uma rota de saída de emergência, no caso de incêndio florestal.
  • Convença também seus vizinhos a fazerem o curso de prevenção e combate de incêndios florestais.
  • Divida as tarefas, no caso de incêndio, alguém deverá cuidar dos idosos e doentes.
  • Tenha sempre a mão os equipamentos necessários, como materiais de combate, lanterna com pilhas em bom estado, primeiros socorros, etc.
  • Guarde em lugar de fácil acesso todas as ferramentas de combate aos incêndios florestais, limpas e revisadas.

PREVFOGO


história:
O Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, Prevfogo, é um Centro Especializado, dentro da estrutura do Ibama, responsável pela política de prevenção e combate aos incêndios florestais em todo o território nacional, incluindo atividades relacionadas com campanhas educativas, treinamento e capacitação de produtores rurais e brigadistas, monitoramento, pesquisa e manejo de fogo nas unidades de conservação administradas pelo ICMBio - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.
Também são atribuições do Prevfogo atender aos pedidos de informação sobre o uso do fogo em atividades agrosilvipastoris recebidas através da “Linha Verde” do Ibama, do Ministério do Meio Ambiente, das unidades de conservação gerenciadas pelo ICMBio e de particulares preocupados com a problemática das queimadas e dos incêndios florestais.
 O trabalho do Prevfogo é realizado em estreita cooperação com as Superintendências Estaduais do Ibama e os chefes das Unidades de Conservação Federais. O Prevfogo conta atualmente com 28 representantes nas Superintendências e Gerências Estaduais que atuam não apenas como colaboradores, mas principalmente como elo entre o Prevfogo e entidades públicas e privadas, procurando desta forma estabelecer uma linha de ação capaz de atender as necessidades específicas de cada uma das distintas áreas geográficas.





Efeitos do Fogo

Os incêndios florestais podem causar diversos tipos de danos às florestas, dependendo das condições existentes, principalmente tipo de floresta, combustível e clima:
Vou citar alguns danos aqui:


Danos às árvores – São os danos mais visíveis e que mais chamam a atenção após a ocorrência de um incêndio. Variam bastante, dependendo da intensidade e tempo de duração do fogo, da espécie florestal e da idade da árvore. Árvores jovens são muito mais sensíveis ao fogo que as adultas, da mesma maneira que as folhosas resistem menos ao fogo que as coníferas. A morte das árvores geralmente é provocada pelo aquecimento do câmbio acima da temperatura letal e por este motivo árvores mais velhas, por possuírem casca mais espessa, dando maior proteção ao câmbio são mais resistentes. Da mesma forma as coníferas, que geralmente possuem casca mais espessa, são mais resistentes do que as folhosas. A destruição total das árvores pelo fogo não é muito frequente, a não ser em incêndios de extrema intensidade. Geralmente as árvores de médio e grande porte ainda podem ser parcial ou totalmente aproveitadas após um incêndio.





Danos ao caráter protetor da floresta – a floresta se constitui num importante agente protetor do ambiente, exercendo influência contra deslizamentos, avalanches, inundações, erosão e invasão de dunas. É notória também a ação da floresta como reguladora do regime hidrológico. O solo florestal, protegido pelas copas das árvores contra o impacto direto da chuva, coberto de húmus e serapilheira, funciona como uma esponja natural, porosa, absorvendo e facilitando a infiltração da água da chuva. O fogo intenso, principalmente quando destrói a copa das árvores e expõe o solo mineral através da queima da serapilheira e do húmus, modifica toda a situação, expondo a área a vários distúrbios ambientais.






Danos à fauna – Os incêndios florestais podem causar danos diretos ou indiretos aos animais que vivem na floresta. Diretos, através da morte dos animais que não conseguem escapar do fogo. Indiretos, Pelas modificações provocadas ao habitat dos animais principalmente ao que se refere à alimentação e abrigo. A intensidade e o tipo de danos dependem das características e épocas dos incêndios. Apesar dos animais terem grande capacidade de pressentirem o fogo e fugirem, grandes incêndios podem encurralá-los e causar mortalidade. O incêndio da quarta feira de cinzas de 1983 na Austrália, por exemplo, matou cerca de 300.000 ovelhas. Incêndios na primavera são particularmente daninhos devido a destruição de ninhos e animais jovens, ainda sem grande capacidade de fuga.



Incêndio em uma floresta mata animais e acaba com sua vegetação


Danos ao aspecto recreativo da floresta – Em muitos países do mundo, inclusive o Brasil, as florestas são utilizadas como local de recreação, onde populações urbanas vão passar fins de semana, fugindo da vida agitada das cidades. As florestas usadas para esta finalidade, geralmente parques nacionais, estaduais ou municipais, apresentam sempre um agradável aspecto paisagístico. Um incêndio florestal fatalmente alteraria esse aspecto agradável, tornando florestas, pelo menos temporariamente, imprópria às atividades recreativas.
Um exemplo: Parque Nacional de Yosemite, Califórnia (EUA).


As chamas que atingiram a parte noroeste do Parque Nacional Yosemite, na Califórnia, ficaram conhecidas como "Rim Fire". O fogo está a seis quilômetros do reservatório Hetch Hetchy, de onde a cidade de São Francisco recebe 85% da água e energia usada por seus habitantes. O fogo ameaça o abastecimento de água da cidade e de localidades próximas. Na foto, um carro foi destruídos próximo a acampamento no parque (© AP)




Danos a propriedades – Além dos danos à vegetação, os incêndios podem danificar outras propriedades tais como casas, outras construções, veículos e equipamentos diversos. Vários exemplos testemunham a força destruidora dos incêndios florestais. O incêndio de Maine, E.U.A., em 1947, destruiu 800 residências. Em 1963, no Paraná, o fogo destruiu cerca de 8.000 imóveis, entre casas, galpões e silos, deixando aproximadamente 5.700 famílias de trabalhadores rurais desabrigados. Esse mesmo incêndio queimou tratores, equipamentos e diversos veículos. Na Austrália em 1983, cerca de 5.000 casas foram destruídas por um único incêndio florestal. Em Oakland, Califórnia, E.U.A., um incêndio em 1971 destruiu cerca de 5.700 casas e centenas de veículos.

Yellow Rock_Austrália

Carlsbad_Califórnia

Danos à vida humana – incêndios de grande intensidade além de destruírem florestas e outros bens materiais algumas vezes provocam ferimentos e até mesmo mortes de pessoas envolvidas ou não no combate. Na Austrália, por exemplo, em 1932 um incêndio florestal matou 71 pessoas, tragédia que se repetiu em 1983, quando 75 pessoas foram mortas por um incêndio que atingiu cerca de 400.000 ha. No Canadá, entre 1969 e 1978 os incêndios florestais mataram 13 pessoas. Os incêndios de Oakland, em 1991, e do Colorado, em 1994, ambos nos Estados Unidos, mataram 25 e 14 pessoas, respectivamente. No Brasil, o incêndio do Paraná, em 1963, provocou 110 mortes, o incêndio do Parque do Rio Doce, em Minas Gerais, em 1967 matou 12 pessoas, e em 1988, incêndios em quatro estados (Minas Gerais, São Paulo, Paraná e mato Grosso do Sul) mataram 8 pessoas. Mas a maior catástrofe provocada por um incêndio florestal foi em Wisconsin, E.U.A., em 1871, quando 1.500 pessoas foram mortas pelo fogo.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Como surge um incêndio florestal?

Os incêndios mais destruidores aparecem com uma combinação explosiva de três fatores. Primeiro, um clima quente e seco, em que a umidade do ar não ultrapasse 20%. Segundo, a presença de alguma coisa que provoque a primeira fagulha, desde um relâmpago até um simples cigarro aceso. Por último, combustível para alimentar as chamas - e isso as florestas têm de sobra, com suas toneladas de madeira inflamável, arbustos e folhagens secas. Se estiver ventando muito, pior ainda: as correntes de ar são capazes de carregar uma folha flamejante por até 50 metros de distância. Isso gera desastres como o incêndio de Roraima em 1998, quando arderam 14 mil quilômetros quadrados de floresta, uma área quase dez vezes superior à da cidade de São Paulo. No país, 95% dos incêndios são causados pela ocupação desordenada da zona rural. "O corte de madeira abre clareiras no meio da floresta, diminuindo a resistência do solo e a umidade da área. Mas o grande inimigo são as queimadas.

De modo geral, podemos dizer que o homem é o principal causador dos incêndios florestais porque a maioria deles são iniciados em decorrência de algum tipo de atividade humana. Existem, também, os incêndios causados por fenômenos naturais, porém eles são mínimos. As causas mais freqüentes dos incêndios florestais são:


Práticas Agropastoris

São resultantes da queima para limpeza de terrenos para fins florestais, agrícolas ou pecuários.


Pastoreio: 

O uso milenar do fogo para renovação de pastagens e para o controle fitossanitário de pragas e ervas daninhas já se tornou uma prática que passa de geração a geração. Entretanto, esta prática, sem as devidas precauções, tem sido responsável por incêndios florestais, muitas vezes incontroláveis, em várias partes do mundo.


Fogueiras em Áreas de Visitação Pública: 

Um grande número de incêndios florestais são causados por excursionistas, trabalhadores rurais, caçadores, lenhadores que têm a necessidade de acender fogueiras nos campos e florestas, mas ao deixarem o local, não têm o devido cuidado de apagar, total e corretamente, o fogo.


Incêndios Intencionais

A falta de educação e civilidade de um povo também resulta em incêndios florestais. Muitas vezes, as medidas restritivas de proteção aos recursos naturais, criando áreas de proteção ambiental, parques, reservas, tomadas pelo Governo, são freqüentemente mal
interpretadas pelos proprietários rurais, que, em resposta a essas providências e precauções, ou por vingança, ateiam fogo intencionalmente nessas áreas. Outras vezes por atitudes de rebeldia ou vandalismo, para satisfazer desejos pessoais, põem fogo nas florestas, campos, pastagens e, principalmente, nas margens de vias públicas. 

Fumadores :

Grandes incêndios têm também suas origens na displicência e falta de precaução dos fumantes ao jogarem cigarros ou fósforos acesos na vegetação
seca. A falta de manutenção (aceiros) nas estradas e vias públicas federais, estaduais ou municipais contribui, significativamente, com o aumento de incêndios florestais no país.